Em alguns casos, os exames tradicionais como cintilografia miocárdica, teste ergométrico e a própria coronariografia não são
suficientes para o médico decidir sobre seu melhor tratamento. Nesses casos, podemos lançar mão de outros
exames mais específicos, como a "medida de pressão intracoronariana" ou "reserva
de fluxo fracionada" (FFR) e a "ultrassonografia intracoronariana".
Reserva de Fluxo Fracionada (FFR)
Durante
o cateterismo, uma fina guia com um transdutor de pressão na ponta é introduzida através do catéter
até o vaso a ser avaliado, cruzando a obstrução. O objetivo do exame é avaliar a pressão após
e antes da obstrução, com o intuito de comprovar ou não a gravidade da lesão. Para isso, temos que simular uma situação de esforço
físico onde as artérias dilatam para melhorar o fluxo sanguíneo das células do coração, o
que é atingido com a infusão venosa de uma medicação de ação rápida.
Ultrassonografia Intracoronariana (USIC)
É utilizado um catéter
especial com um transdutor de ultrassom de 40MHz na ponta. Desta forma, conseguimos visualizar de maneira direta
a placa causadora da obstrução (figura à direita), podendo realizar uma avaliação mais completa, o que ajuda na decisão
do melhor tratamento.